Na edição de hoje do Jornal Zero Hora, foi publicado um editorial sobre o "Planejamento Familiar". Editorial esse que reproduzimos abaixo no nosso site. Na sequencia, publicamos também matéria veículada em 2007, quando presidimos a Assembleia Legislativa e tivemos como tema central de debates o Planejamento Familiar.
Em 2007, quando o deputado estadual Frederico Antunes (PP), era presidente da Assembleia Legislativa foi assinado um protocolo de Intenções entre poderes sobre o Planejamento Familiar recebe apoio do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus.
O evento ocorreu no dia 29 de março de 2007, em cerimônia no Teatro Dante Barone, onde foi assinado para assinar o protocolo de intenções que visa contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos dos 496 municípios gaúchos através do Planejamento Familiar. Participaram da solenidade deputados estaduais, secretários de Estado, prefeitos, vereadores, lideranças empresariais, representantes de entidades e autoridades como o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, que saudou a iniciativa do Parlamento gaúcho como um gesto importante de alerta sobre a responsabilidade materna e paterna.
O principal elemento do protocolo é a conscientização sobre a maternidade e paternidade responsáveis, que contribui na construção do caráter e da dignidade humana, e para a harmonia das comunidades.
Paternidade responsável
Em seu pronunciamento o presidente do Parlamento gaúcho, deputado Frederico Antunes, afirmou que caberá a cada poder, instituição e entidade agir de acordo com a sua vocação e os seus carismas, mas consciente de estar prestando, na forma da lei e com profundo respeito à vida e à dignidade humana, um serviço a pessoas concretas, a famílias concretas, de hoje e de amanhã. Alertou, entretanto, para que não haja confusão entre planejamento familiar e controle de natalidade. "O controle conduz a uma ingerência inaceitável do Estado na esfera da privacidade dos indivíduos e das famílias. O Estado que pode determinar o número máximo de filhos que uma família tenha é um Estado assustador".
Frederico disse, ainda, que a concepção de um filho não pode ser reduzida a uma visão demográfica ou econômica. A campanha, com caráter permanente, visa a sensibilizar os jovens sobre os riscos e conseqüências de uma gravidez não planejada na adolescência, bem como sobre outros riscos a que os jovens estão expostos. Ele reconhece as controvérsias sobre o modo de fazê-lo, mas destaca o consenso em torno da necessidade do planejamento familiar para que as crianças sejam “amadas e cuidadas com afeto”. "A geração de uma vida humana é o mais importante ato em que os indivíduos se encontram. É algo tão significativo e tão belo que não pode ser fruto da imprudência e da irresponsabilidade", arrematou.
Pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre a realidade brasileira mostra que 18% das adolescentes entre 15 e 19 anos já ficaram grávidas alguma vez. Uma a cada dez mulheres nesta faixa etária tem dois filhos, sendo que 49,1% dos bebês não foram planejados. O levantamento aponta, ainda, que 20% das adolescentes que vive na zona rural têm pelo menos um filho, contra 13% das que residem na área urbana. Outro dado alarmante: 54% das meninas sem escolaridade já ficaram grávidas e 6,4% delas com mais de nove anos já são mães.
O apoio da Igreja
O arcebispo metropolitano, Dom Dadeus Grings, comungou dos mesmos ideais do protocolo de intenções, afirmando que aos apoiadores do programa cabe disseminar a idéia e alertar as famílias sobre o número de filhos que comporta o planejamento social e financeiro dos casais. "Hoje um filho custa muito caro aos pais e, portanto, é preciso responsabilidade para criá-lo", destacou. Dom Dadeus disse, ainda, que é preciso reverter o quadro de crianças criadas sem o pai por perto. “É preciso mais filhos dentro da família, para que nasçam mais crianças com amor e com dignidade", conclamou o arcebispo.

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