O deputado Frederico Antunes (PP), acompanhado do presidente da União dos
Parlamentares do Mercosul (UPM), deputado Miki Breier (PSB), reuniu-se hoje (8/8), em São Paulo, com engenheiro Italo Freitas da diretoria de Operações e Manutenção do Grupo AES Brasil. Na pauta do encontro, realizado em São Paulo, constataram alternativas para a retomada das atividades da usina termoelétrica AES.
O complexo, localizado em Uruguaiana, está paralisado desde março de 2008, em consequência da suspensão do fornecimento de gás por parte da Argentina. Isso contraria o contrato assinado com aquele país. Durante a audiência, o Frederico Antunes reiterou a importância estratégica da usina para o desenvolvimento da Metade Sul e da Fronteira Oeste do Estado. “É impossível falar em atração de novos investimentos para estas regiões historicamente deprimidas economicamente sem a possibilidade de oferta de energia”, enfatizou Frederico Antunes.
Durante o encontro, Ítalo Freitas informou que atualmente o problema não é mais o fornecimento de gás porque a AES pode comprar o produto do Chile e da Bolívia. O impasse novamente é político, pois a Argentina não permite que o gás trafegue pelo seu território para chegar a Uruguaiana. “É preciso uma solução urgente. Só assim seria possível viabilizar a geração de novos empregos, manter a nossa gente na região e recolocar nossos municípios no caminho do desenvolvimento. Mais uma vez fica claro que o impasse é político nessa disputa Brasil e Argentina”, lamentou o deputado Frederico Antunes.
Alternativas
Ao final do encontro, o deputado Frederico arrolou algumas possibilidades para pôr fim ao impasse que mantém o complexo energético da AES de Uruguaiana paralisado:
1) Firmar um acordo político entre os governos do Brasil e Argentina para autorizar que o gás comprado da Bolívia e do Chile chegue pela Argentino até Uruguaiana;
2) Fazer com que o Brasil coloque como imposição que o fornecimento de energia para a Argentina seja feito inicialmente através do Termo AES Uruguaiana e só o excedente via termoelétrica.
3) Objetiva a retomada visando a Copa de 2014 para não correr nenhum risco de fornecimento de energia.
Frederico Antunes admite que a situação é muito difícil, mas acredita que uma solução seja possível. A AES impetrou aço junto à corte arbitral contra a YPF cerca de U$ 1 bilhão pela quebra de contrato no fornecimento de gás.
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