segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Frederico Antunes: Audiência Pública debateu a concessão do selo ambiental para arrozeiros



A Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável realizou audiência pública na segunda-feira (29), no Espaço Assembléia na Expointer, para tratar da concessão do Selo Ambiental da Lavoura de Arroz Irrigado do Rio Grande do Sul para a safra de 2010/2011. O pedido de audiência foi do deputado Frederico Antunes (PP), depois da polêmica gerada após o Irga e o Governo do Estado não comparecerem para fazer a entrega dos certificados os selos ambientais aos produtores de Alegrete. “A iniciativa do deputado Frederico (Antunes) foi muito importante, pois criou-se este mal estar entre o Irga e os produtores alegretenses. Mas, pelo visto, já temos uma boa solução para o caso”, declarou Troca.

Reclamação

Segundo queixa dos produtores de arroz da região, representados na reunião pelo presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, Henrique Dornelles, e pelo presidente do Sindicato Rural de Alegrete, Pedro Píffero, a entrega do selo ambiental aos produtores que se qualificaram ocorreria na Semana do Arroz do município. Porém, na data marcada os representantes do Irga não compareceram, gerando mal estar entre os agricultores e na comunidade alegretense.

“Somos um dos berços da produção de arroz do Estado, temos uma produção bastante significativa e competitiva. Ao se enquadrarem as regras para receberem o selo os nossos produtores tiveram gastos extras e, ao não comparecer, o Irga gerou uma grande frustração para todos nós”, reclamou Dornelles. Como representante do setor do arroz também estava presente o presidente da Federarroz, Renato Rocha. Também participaram do encontro presidente da Comissão deputado Adilson Troca (PSDB), o deputado Lucas Redecker (PSDB) e o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP).

Pedido de desculpas

Frederico Antunes falou sobre os riscos da agricultura, e de quanto os produtores necessitaram investir para ganharem o selo ambiental que estamparia e abriria novos mercados para seu arroz. “Pedi essa audiência para o Irga ter uma chance de se explicar. Pelo que soube há uma explicação, fiquei preocupado com algumas manifestações que sugeriam perseguição política, e também o fim do selo. Mas pelo visto não é nada disso, o que é muito bom, pois independente de viés ideológico os produtores merecem muito respeito”, observou Antunes.

O presidente do Irga, Claudio Pereira, tratou de aliviar a tensão dizendo que não houve nenhuma retaliação aos arrozeiros da região, e que o instituto inclusive liberou dinheiro para a semana arrozeira e para a realização da colheita, o que por si só derruba a tese. Para ele tudo não passou de um mal entendido, pois por um erro um curso interno de formação para toda a direção e técnicos do Irga foi realizado exatamente na semana da entrega dos seles ambientais em Alegrete. “Queria, em nome do Irga e do Governo do Estado, pedir desculpas por este desencontro. Vamos continuar investindo no selo ambiental, que foi uma realização excelente do governo passado e que será mantida, quem sabe até incrementando um pouco mais o projeto. O selo é um reconhecimento de todo um trabalho feito pelos arrozeiros em uma área essencial para nosso futuro, e será valorizado e estimulado”, explicou Pereira.


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