terça-feira, 6 de novembro de 2012

Frederico Antunes e colegas progressistas propõem ações imediatas de combate á seca


Ao participarem, hoje, da audiência pública sobre a falta de investimentos do governo gaúcho no combate á seca, os deputados do PP propuseram várias ações imediatas para solucionar os efeitos econômicos do fenômeno climático. O encontro foi promovido pelas comissões de Assuntos Municipais e Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC) da Assembleia Legislativa.
 
O deputado Frederico Antunes disse que o problema da seca no RS já é recorrente e que o Estado deveria estar permanentemente preparado para o combate aos seus efeitos. O parlamentar também pediu o empenho da bancada federal gaúcha na questão. "O Estado precisava já estar mais preparado. Os senadores e deputados federais precisam ser mais articulistas nessa situação. Nós podemos debater o tema, mas quem tem o poder sobre os recursos são eles", criticou. Frederico destacou também que recursos tanto para a seca, quanto para enchentes podem ser buscados pelo governo do Estado junto ao Orçamento da União. Antunes ressaltou ainda que o atual presidente da Comissão de Orçamento da Câmara Federal é o deputado gaúcho Paulo Pimenta.

O líder do PP, deputado João Fischer, criticou a burocracia dos programas de combate à seca e pediu que sejam feitas parcerias diretamente com as prefeituras. "Fazer parcerias com as prefeituras facilitaria todo o processo de repasse dos recursos. O Estado só iria fiscalizar se o dinheiro está sendo utilizado corretamente", afirmou.
 
Já o deputado deputado Ernani Polo, ressaltou a dificuldade dos agricultores afetados pela estiagem em conseguir recursos e pediu que seja regulamentada a Lei Federal que cria o Fundo de Catástrofe para que a ajuda chegue a quem precisa. "O problema é a demora em levar apoio aos municípios e aos pequenos produtores. Os atuais projetos têm dificuldades  econômicas para serem postos em prática de forma rápida", analisou o deputado.
 
O deputado Adolfo Brito pediu novos projetos efetivos para a reestruturação das pequenas propriedades atingidas. "Precisamos de recursos para projetos que realmente façam diferença para o produtor e para os pequenos municípios. Não adianta fazer grandes planos para irrigação e construção de barragens se a sistemática não for eficiente" afirmou.
 
No último ano, cerca de 365 municípios gaúchos declararam situação de emergência em decorrência da estiagem. A soma chega a 80% do total de municípios do Estado, impactando em uma diminuição de 4,3% no Produto Interno Bruto (PIB).

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