O vice-líder da bancada do PP,
deputado Frederico Antunes acompanhou seus colegas parlamentares e aprovou, por
unanimidade, na tarde desta quarta-feira (28), o orçamento do Estado para 2013 da ordem de R$ 45,2 bilhões. Durante sua
tramitação no Legislativo estadual, a proposta recebeu 828 emendas, das quais
36 tiveram parecer favorável na Comissão de Finanças, Planejamento,
Fiscalização e Controle, 250 receberam parecer contrário e 542 foram
consideradas prejudicadas.
Em plenário, antes da votação do
projeto do orçamento, as 36 emendas com parecer favorável foram aprovadas em
bloco, com destaque para a do relator, deputado Marlon Santos (PDT), na
Comissão de Finanças, que realocou - através de deslocamento de 11,35% dos
recursos livres dos três Poderes - 176,7 milhões de reais para a área da Saúde,
a fim de garantir o dispositivo constitucional que prevê 12% da receita líquida
do Estado para o setor. A emenda retirou 26 milhões de reais das verbas
destinadas à Assembleia, ao Tribunal de Justiça, à Defensoria Pública, ao
Ministério Público e ao Tribunal de Contas. Os restantes cerca de 150 milhões
de reais deverão vir de cortes na receita livre do próprio Executivo.
Frederico Antunes ao longo da votação
utilizou-se da Tribuna para alertar a sociedade gaúcha de que o fato de constar
no orçamento de 2013 a previsão de 12% de gastos para a saúde poderá se
transformar em mais uma situação meramente formal. "Quem garante que esse
percentual realmente será empregado na área da Saúde? Jamais atingimos os 35%
para a educação e uma das maiores calamidades é o governador Tarso Genro que
literalmente rasgou suas promessas de campanha, em especial o pagamento do Piso
do Magistério”, afirmou.
Antunes ressaltou que o relatório
apresentado pelo deputado Marlon Santos (PDT), efetuou cortes na receita de
todos os poderes para ampliar o recurso da saúde, mereceu o voto favorável da
oposição. "Mesmo que para isso ele tenha incluído os gastos do Hospital da
Brigada Militar e do IPE-Saúde para alcançar os 12%", reforçou.
Por fim, o deputado Frederico criticou
a forma centralizadora e antidemocrática que o governo do PT tem gerido os
recursos do Estado. Frederico lamentou que a base de governo, em especial o
deputado Raul Pont (PT), não tenha contemplado importantes emendas. “Apresentei
emendas e pouquíssimas foram contempladas. Uma emenda no valor de R$ 500 mil
para a Santa Casa de Uruguaiana só foi rejeitada porque o deputado Ponte que é
de lá, por ideologia votou contra. Isso é inadmissível”, reclamou o
progressista.


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